De toda inteligência inconstante,
Vinga-se a ignorância bruta da alma
Das evidências de uma vida
O tormento das lembranças
Vingar-se-á cada Deus, por criar um homem
Já o faz na intolerância de suas guerras
Vingaremos a nós, extorquindo dos Deuses, suas fábulas
Caminharemos às trevas, por distração
Não há busca, senão exercício da maldade
Forçaremos as portas de Hades,
Em súplica e envaidecidos
Ninguém fora tão longe,
Não nos caberá mais a morte
A conheceremos em vida
Alguns guardados, rascunhos, pedaços... Achados em um ermo porto, do outro lado, lá onde a carne não abriga espaço. Faz-se alma e escreve pela perturbada mente, que mente. Escreve-se aqui, o presente passado. O passado em presente.
24.8.09
27.5.09
Colmeia
Ah, teus verdes olhos castanhos!
Do mel, teu
Que no tempo,
Fizera doce, tua ousadia
De me cantar saudade
Na tua despedida
E minha companhia
Solitária brisa
Fizera-se rainha
Calma colmeia, cálida
Que ensina
Todo silêncio esconde um verbo
Uma verdade seduzida
Cada esconderijo
Uma chave,
Sopro do desejo
Capricho vaidoso
Do deslumbre, da vida!
Do mel, teu
Que no tempo,
Fizera doce, tua ousadia
De me cantar saudade
Na tua despedida
E minha companhia
Solitária brisa
Fizera-se rainha
Calma colmeia, cálida
Que ensina
Todo silêncio esconde um verbo
Uma verdade seduzida
Cada esconderijo
Uma chave,
Sopro do desejo
Capricho vaidoso
Do deslumbre, da vida!
Inflamada alma
A dúvida vinga-se
Porque é ela a armadilha
Do destino
Minha inflamada alma
Arde cada dolorido pensamento
Nativo do passado enriquecido
E a vida, que sua metamorfose
Nos devora,
Saboreia!
De mim e tudo meu
Do teu sorriso, inicio
À minha, salgada, lágrima sua
Duvido eu, da vida
Essa mesma que me escreve
E não revela a tinta
Não mostra, nem mesmo,
A próxima linha
Nessa silhueta de poema
Ainda que seja só poesia
Porque é ela a armadilha
Do destino
Minha inflamada alma
Arde cada dolorido pensamento
Nativo do passado enriquecido
E a vida, que sua metamorfose
Nos devora,
Saboreia!
De mim e tudo meu
Do teu sorriso, inicio
À minha, salgada, lágrima sua
Duvido eu, da vida
Essa mesma que me escreve
E não revela a tinta
Não mostra, nem mesmo,
A próxima linha
Nessa silhueta de poema
Ainda que seja só poesia
22.5.09
Visita
A ví esta noite, vinhas em minha direção, como uma brisa fria, que cortara o quarto.
Muda, com a expressão mais linda. Sorrias, sem mover a face, teus olhos descreviam o mais virgem prazer, fazendo com que meu corpo respondesse com um suspiro, fora o mesmo que tragar de uma bebida quente em uma noite de inverno.
Vestias-se como uma princesa. Um vestido longo, cor salmão, pude ver quando o mesmo deslizara por seu corpo.
Com um toque suave de tuas belas mãos, ao ombro, soltando uma das alças, que até o instante o prendera.
Desferi um movimento, o qual cortara, sem som o ar de silêncio que nos envolvia, teus olhos agora fitavam os meus, teu colo se encontrava nu, e a beleza feita de pano, dobrara-se sobre minhas mãos, envolta a tua cintura...
Foi quando se virou, senti o toque leve, sobre minha pele. Poderia então eu ver o quanto era bela tuas costas nuas, apreciava o adormecer de teus cabelos ao ombro.
Teus pés, eram firmes e lindos, caminhavam um frente ao outro, como a quem passeia nos bosques à busca de flores.
Sem mais ver tua forma, pude ouvir o bater da porta,...
leve, como a quem pedisse perdão.
Muda, com a expressão mais linda. Sorrias, sem mover a face, teus olhos descreviam o mais virgem prazer, fazendo com que meu corpo respondesse com um suspiro, fora o mesmo que tragar de uma bebida quente em uma noite de inverno.
Vestias-se como uma princesa. Um vestido longo, cor salmão, pude ver quando o mesmo deslizara por seu corpo.
Com um toque suave de tuas belas mãos, ao ombro, soltando uma das alças, que até o instante o prendera.
Desferi um movimento, o qual cortara, sem som o ar de silêncio que nos envolvia, teus olhos agora fitavam os meus, teu colo se encontrava nu, e a beleza feita de pano, dobrara-se sobre minhas mãos, envolta a tua cintura...
Foi quando se virou, senti o toque leve, sobre minha pele. Poderia então eu ver o quanto era bela tuas costas nuas, apreciava o adormecer de teus cabelos ao ombro.
Teus pés, eram firmes e lindos, caminhavam um frente ao outro, como a quem passeia nos bosques à busca de flores.
Sem mais ver tua forma, pude ouvir o bater da porta,...
leve, como a quem pedisse perdão.
18.5.09
Aço em brasa
Ele vem cortando o ar, com seu corpo em brasa
Sua rotação, translada em velocidade, vara
Corta vento, verte rubro
Dedo contraído, direcionado ou não, propulsiona
O estrondo, insinua sua força
Tamanha, que a covardia é corrompida
A menina que corre, brinca
Entre bonecas e cinzas de pedra
Garoto briga, corre com arma, atira
Adiante, outro grita...
Há medo, no assovio frio, zumbido
No anúncio da eminente morte, efémera
Pára, tempo, entremeio de agudo à queda
Olharia teus olhos vermelhos se os tivesse!
É fugitivo escravo, à serviço do meio
Congela o mundo, mudo
No seu trajeto, caem corpos
Dois em sintonia, menino e menina
Um pouco dele morre, na morte alheia
E na retomada de tua fúria
Tufão metálico, de aço
Leva da degradação à esperança,
Ao culto coletivo do silêncio atrofiado
Leva ainda, à cabeça as mãos,
Lágrimas a ermos rios, vazios
Que desaguam em vermelho vivo
Onde dorme o tiro
Agora silência, cega,
Rotineira violência que nos apodera
Por acharmos que o medo, à fala cala!
Sua rotação, translada em velocidade, vara
Corta vento, verte rubro
Dedo contraído, direcionado ou não, propulsiona
O estrondo, insinua sua força
Tamanha, que a covardia é corrompida
A menina que corre, brinca
Entre bonecas e cinzas de pedra
Garoto briga, corre com arma, atira
Adiante, outro grita...
Há medo, no assovio frio, zumbido
No anúncio da eminente morte, efémera
Pára, tempo, entremeio de agudo à queda
Olharia teus olhos vermelhos se os tivesse!
É fugitivo escravo, à serviço do meio
Congela o mundo, mudo
No seu trajeto, caem corpos
Dois em sintonia, menino e menina
Um pouco dele morre, na morte alheia
E na retomada de tua fúria
Tufão metálico, de aço
Leva da degradação à esperança,
Ao culto coletivo do silêncio atrofiado
Leva ainda, à cabeça as mãos,
Lágrimas a ermos rios, vazios
Que desaguam em vermelho vivo
Onde dorme o tiro
Agora silência, cega,
Rotineira violência que nos apodera
Por acharmos que o medo, à fala cala!
Vento frio
a casa, ainda continua vazia,
a porta do quarto entreaberta
o silêncio é pavoroso
sua imagem turva passa vez ou outra no corredor, ou no jardim,
mas em perfeito engano a imagem se desfaz e te leio
na folha que voa no vento frio que vem pela janela
hei de te ler toda vez que tua imagem me assombrar
com a certeza de que existir é ir além,
é sentir,
o que nem sempre se expressa!
a porta do quarto entreaberta
o silêncio é pavoroso
sua imagem turva passa vez ou outra no corredor, ou no jardim,
mas em perfeito engano a imagem se desfaz e te leio
na folha que voa no vento frio que vem pela janela
hei de te ler toda vez que tua imagem me assombrar
com a certeza de que existir é ir além,
é sentir,
o que nem sempre se expressa!
30.3.09
Naufrágio
Como barco, rumo a meu naufrágio
Corpo levado, por essa âncora de alma, ao precipício alheio
Quem sabe, eu só exista, por que você também o faz?
E quem sabe se ...
Lá vem outra onda, nesse oceano de vida
É o acaso que destrói o casco
Nem a poesia compõe, nossas mentirosas justificativas
E eu, que só queria econtrá-la
Morro à carona de você.
Corpo levado, por essa âncora de alma, ao precipício alheio
Quem sabe, eu só exista, por que você também o faz?
E quem sabe se ...
Lá vem outra onda, nesse oceano de vida
É o acaso que destrói o casco
Nem a poesia compõe, nossas mentirosas justificativas
E eu, que só queria econtrá-la
Morro à carona de você.
24.3.09
Estrada
Então, descanse, sente
sente aí na beira de sua estrada,
dessa vida imensa que já se passou,
dessa imensidão, veja só o horizonte, tão longe
do tudo e nada, que ainda não veio
descanse
veja o sol acima
o imenso céu azul,
perceba, que nem do amanhã nos é permitido saber
nem se lá na frente terá uma sombra ou árvore
mas por agora, enquanto eu não sei as respostas, me sento
preciso de mim e de meu descanso
e quando meu pensamento enganar-se
e me arremessar ao passado contristado
posso chorar, ainda hoje
embusteiro pensamento!
e faço isso, porque preciso cuidar de mim,
e por agora, preciso mais de mim a qualquer outro
e então, quando renovada, mente pensante
alimentar-se-á do horizonte, como esperança,
embreagar-se-á de todas as fantasias,
volto à beira da estrada minha
com a esperança em mãos,
sabendo que metade dela é sonho e a outra,
ah! Essa outra, depende do meu caminhar
e quando meu corpo, de mim satisfizer-se,
deixarei cravado à beira, a cruz
vou me levantar, deixar um corpo
e andar, vestido de um novo
sente aí na beira de sua estrada,
dessa vida imensa que já se passou,
dessa imensidão, veja só o horizonte, tão longe
do tudo e nada, que ainda não veio
descanse
veja o sol acima
o imenso céu azul,
perceba, que nem do amanhã nos é permitido saber
nem se lá na frente terá uma sombra ou árvore
mas por agora, enquanto eu não sei as respostas, me sento
preciso de mim e de meu descanso
e quando meu pensamento enganar-se
e me arremessar ao passado contristado
posso chorar, ainda hoje
embusteiro pensamento!
e faço isso, porque preciso cuidar de mim,
e por agora, preciso mais de mim a qualquer outro
e então, quando renovada, mente pensante
alimentar-se-á do horizonte, como esperança,
embreagar-se-á de todas as fantasias,
volto à beira da estrada minha
com a esperança em mãos,
sabendo que metade dela é sonho e a outra,
ah! Essa outra, depende do meu caminhar
e quando meu corpo, de mim satisfizer-se,
deixarei cravado à beira, a cruz
vou me levantar, deixar um corpo
e andar, vestido de um novo
17.3.09
Sabe se ler?
terei que te subjugar
calar-te com minha poesia incisiva
para aprender, que é tua vez de ser lida
queres do meu Demônio a insanidade,
mas meu Anjo veste sua maldade,
e ainda é apenas infantil,
ante minha escrita
sente-se
leia,
veja-se
já és de mim parte e não há escondidas
te vejo no canto e abuso do seu medo, te calo
na parede de letras
no meu letreiro de poemas
quero sua atitude imediata,
sem seu texto pensado
sem parágrafos articulados,
quero a presa esguia,
ou um teste para deixá-la ser minha guia
ou guiar-te-ei feito fera
feito louco
no texto que nos impera
calar-te com minha poesia incisiva
para aprender, que é tua vez de ser lida
queres do meu Demônio a insanidade,
mas meu Anjo veste sua maldade,
e ainda é apenas infantil,
ante minha escrita
sente-se
leia,
veja-se
já és de mim parte e não há escondidas
te vejo no canto e abuso do seu medo, te calo
na parede de letras
no meu letreiro de poemas
quero sua atitude imediata,
sem seu texto pensado
sem parágrafos articulados,
quero a presa esguia,
ou um teste para deixá-la ser minha guia
ou guiar-te-ei feito fera
feito louco
no texto que nos impera
Sem te ver
Sem te ver, é como viver a eternidade
sem o perfume das rosas,
sem o frescor do tempo,
sem a calmaria dos lagos,
é tudo dúbio, forte e angustiante.
sem o perfume das rosas,
sem o frescor do tempo,
sem a calmaria dos lagos,
é tudo dúbio, forte e angustiante.
Carta pra ninguém
Essa é uma carta para ninguém
... fale mesmo que só tenha a mim para te ouvir,
mesmo que deseje o fim, estarei aqui deste lado,
do seu lado, pensando no novo início.
Vou guardar as minhas forças para superar a sua queda,
mesmo que só me encontre no espelho, no reflexo de uma lágrima.
Talvez perceba que não sou só tua força, mas a tua essência,
ou a essência do teu instinto primitivo de viver,
farei de mim você e quando se calar tomarei teu impulso
e vestirei teu corpo.
Perceberá que sou o seu tempo, seu segredo de si mesmo e
te darei a mão, me darás nomes e ouvirá sempre o seu chamado,
ainda que não me aceite como você.
Não vou me impor, isso me faria sem sentido,
mas tenho vida e isso sustenta-te, revigora teu imo e clareia teu olhar.
Peço-te, somente, confie.
E chegará o dia diferente dos outros,
onde perderá a tua face e serás eu,
mesmo que eu volte a crescer sem você saber.
Sou o seu objetivo abstrato, o foco nem sempre claro,
o grito na garganta contido, sua censura reprimida.
O verbo que percorre o teu espírito é minha forma de chorar,
mas você não vai me escutar, não vai me entender,
vai tentar me educar e acabará por me esconder.
Vou assombrar o seu pensar e quando quiseres me romper,
vou me revelar, vou aparecer e saberás que sou você.
E vamos voltar a acreditar, mesmo que eu volte a crescer sem você saber,
me chame de sua vida, de experiência, do que quiser.
Mesmo que eu prefira ser chamado de você.
... fale mesmo que só tenha a mim para te ouvir,
mesmo que deseje o fim, estarei aqui deste lado,
do seu lado, pensando no novo início.
Vou guardar as minhas forças para superar a sua queda,
mesmo que só me encontre no espelho, no reflexo de uma lágrima.
Talvez perceba que não sou só tua força, mas a tua essência,
ou a essência do teu instinto primitivo de viver,
farei de mim você e quando se calar tomarei teu impulso
e vestirei teu corpo.
Perceberá que sou o seu tempo, seu segredo de si mesmo e
te darei a mão, me darás nomes e ouvirá sempre o seu chamado,
ainda que não me aceite como você.
Não vou me impor, isso me faria sem sentido,
mas tenho vida e isso sustenta-te, revigora teu imo e clareia teu olhar.
Peço-te, somente, confie.
E chegará o dia diferente dos outros,
onde perderá a tua face e serás eu,
mesmo que eu volte a crescer sem você saber.
Sou o seu objetivo abstrato, o foco nem sempre claro,
o grito na garganta contido, sua censura reprimida.
O verbo que percorre o teu espírito é minha forma de chorar,
mas você não vai me escutar, não vai me entender,
vai tentar me educar e acabará por me esconder.
Vou assombrar o seu pensar e quando quiseres me romper,
vou me revelar, vou aparecer e saberás que sou você.
E vamos voltar a acreditar, mesmo que eu volte a crescer sem você saber,
me chame de sua vida, de experiência, do que quiser.
Mesmo que eu prefira ser chamado de você.
Silêncio
Se há vida, por que tanto silêncio?
A tua voz tem vida própria, e me visita sempre
Ainda, que por último, seja teu silêncio berrante.
Ah tua voz, guardada em lábios tortos, brinquedos de menina!
Ah tuas mãos, segurança de amigos, rédias de turbilhão!
Ah tua alma, sem vista, cega, justa, límpida e clara!
Ah!
Me falta, e faltarão sempre, todas as palavras que tu ferves
A cada tempo de reclusão.
Mas jamais, esquecerei, as tuas escritas, tua doação toda
De febre e inspiração.
Que um dia ousei compor!
A tua voz tem vida própria, e me visita sempre
Ainda, que por último, seja teu silêncio berrante.
Ah tua voz, guardada em lábios tortos, brinquedos de menina!
Ah tuas mãos, segurança de amigos, rédias de turbilhão!
Ah tua alma, sem vista, cega, justa, límpida e clara!
Ah!
Me falta, e faltarão sempre, todas as palavras que tu ferves
A cada tempo de reclusão.
Mas jamais, esquecerei, as tuas escritas, tua doação toda
De febre e inspiração.
Que um dia ousei compor!
Véu a guiar
E te fito os olhos, mora no espaço de cada sorriso
Abriga os cabelos soltos,
E se finge, dessa que sorri
Mestra desse corpo, que veste sem pudor
Mistura mistério, mulher e moça
Ah moça! Enganas homens ou dança com eles, a morte dos mesmos.
Impenetráveis almas, ancoradas, nas cicatrizes
No seio de todo poder, mora o desejo intrépido de abuso
Abusar-se-ia se pudesse, e talvez o faça no seu mundo.
E na minha mente, onde quem finge e mente é poeta
É o discrente que há arestas no sorriso
Por crer na alma que domina o corpo cru.
Adentro suas vicissitudes, não encontrando lágrimas
Nem a elas me refiro,
Mas descrevo, aquela que dança
No palco da vida, seduz, no íntimo
Brinca, por trás da menina
A mulher, que avisto
Deusa de si
Amarra, prende, surpreende
Quando o véu lhe caí, e só o fez, ou faz
Para quem tem a coragem de morrer
Pois para vê-la, merece quem atreve-se.
Abriga os cabelos soltos,
E se finge, dessa que sorri
Mestra desse corpo, que veste sem pudor
Mistura mistério, mulher e moça
Ah moça! Enganas homens ou dança com eles, a morte dos mesmos.
Impenetráveis almas, ancoradas, nas cicatrizes
No seio de todo poder, mora o desejo intrépido de abuso
Abusar-se-ia se pudesse, e talvez o faça no seu mundo.
E na minha mente, onde quem finge e mente é poeta
É o discrente que há arestas no sorriso
Por crer na alma que domina o corpo cru.
Adentro suas vicissitudes, não encontrando lágrimas
Nem a elas me refiro,
Mas descrevo, aquela que dança
No palco da vida, seduz, no íntimo
Brinca, por trás da menina
A mulher, que avisto
Deusa de si
Amarra, prende, surpreende
Quando o véu lhe caí, e só o fez, ou faz
Para quem tem a coragem de morrer
Pois para vê-la, merece quem atreve-se.
Herói
É aquele que em meio a todos, não perde a fé.
Ainda que inspire a dúvida em todos, pois é preciso fazer crescer o pensamento,
na busca incessante da certeza singular.
É aquele que teme pela vida alheia,
e busca a luta por certeza da vitória,
pois a derrota encontra-se na justificativa da batalha.
É aquele que primeiro venceu a si.
E assombra os seus, por saber-se só
e revelar a solidão, para que não o sigam,
mas não temam.
É a voz baixa e o recuo, o apressar-se em acalmar-se.
Pois a vida é longa e rápida, e a seus olhos nada escapa,
não há dia que passe, pois não se foge de seu tempo.
Heróis são aqueles, que escolhemos não como líderes
pois eles não desejam seguidores,
mas quem escolhemos para morrer ao lado,
pois a companhia mostra a confiança, e a morte
a certeza de estar do lado certo.
Ainda que inspire a dúvida em todos, pois é preciso fazer crescer o pensamento,
na busca incessante da certeza singular.
É aquele que teme pela vida alheia,
e busca a luta por certeza da vitória,
pois a derrota encontra-se na justificativa da batalha.
É aquele que primeiro venceu a si.
E assombra os seus, por saber-se só
e revelar a solidão, para que não o sigam,
mas não temam.
É a voz baixa e o recuo, o apressar-se em acalmar-se.
Pois a vida é longa e rápida, e a seus olhos nada escapa,
não há dia que passe, pois não se foge de seu tempo.
Heróis são aqueles, que escolhemos não como líderes
pois eles não desejam seguidores,
mas quem escolhemos para morrer ao lado,
pois a companhia mostra a confiança, e a morte
a certeza de estar do lado certo.
Por onde andei
É preciso andar por onde andei,
Conhecer o chão, pelos calos nos pés
É preciso conhecer o sol, nas queimaduras ardentes da pele fresca
Castigada não pelo tempo, mas pelo chicote que levo em mãos
E pela luz
Esse corpo que nunca caminhou à sombra, e fala como velho
Porque andou feito vivo, onde caminham mortos
É preciso conhecer o ser, nos olhos que te fitam,
É mesmo preciso, para perdoar e amparar
É preciso ocupar a minha alma, para que me conheças, pois andei
E ainda hoje, com os pés no chão, ando, entre mundos e pessoas
E nada é como antes, porque só eu mudei
Conhecer o chão, pelos calos nos pés
É preciso conhecer o sol, nas queimaduras ardentes da pele fresca
Castigada não pelo tempo, mas pelo chicote que levo em mãos
E pela luz
Esse corpo que nunca caminhou à sombra, e fala como velho
Porque andou feito vivo, onde caminham mortos
É preciso conhecer o ser, nos olhos que te fitam,
É mesmo preciso, para perdoar e amparar
É preciso ocupar a minha alma, para que me conheças, pois andei
E ainda hoje, com os pés no chão, ando, entre mundos e pessoas
E nada é como antes, porque só eu mudei
Eu não sei ao certo, ainda que eu acredite
Eu não sei ao certo se tive outra vida, ainda que eu acredite.
Eu não sei, nem ao menos, se o amor que sinto é honesto a mim,
ou a quem amo, ainda que o sinta.
Não sei se o que escrevo é poesia,
ou síntese de alguns guardados que levo numa mala de carne e osso,
ainda que acredite e seja sincera.
Não sei se tudo o que desejo e sonho serão verdades convertidas assim,
para esse substantivo em real, mas por tê-los comigo já o são, acredito.
E você que a muito não vejo, e a saudade presa a sua solitária,
queima as cartas que não me escreve,
em revolta a mim como dono deste edifício de lembranças.
Acredite, lembro de você na fumaça que me sufoca.
Eu não sei, nem ao menos, se o amor que sinto é honesto a mim,
ou a quem amo, ainda que o sinta.
Não sei se o que escrevo é poesia,
ou síntese de alguns guardados que levo numa mala de carne e osso,
ainda que acredite e seja sincera.
Não sei se tudo o que desejo e sonho serão verdades convertidas assim,
para esse substantivo em real, mas por tê-los comigo já o são, acredito.
E você que a muito não vejo, e a saudade presa a sua solitária,
queima as cartas que não me escreve,
em revolta a mim como dono deste edifício de lembranças.
Acredite, lembro de você na fumaça que me sufoca.
Chegada e partida
Por que temes o meu amor... diluído num texto qualquer?!
Caminho nos bosques decorados de suas palavras.
Quisera montar meu mundo, quisera dar-me o labirinto
de sua essência?!
Sei que na mata condensada de você, adentrei,
entrelassado às raizes que caem de cima, como cipós,
braços de sua linguística que me amarram...
Preso na mística de seus devaneios e desejos,
encapuzados das verdades que esconde.
E como outrora... surge e some... se vai como brisa,
após ter sido tempestade em minha terra...
E que o mar guarde sua fúria, que os céus resguardem
os ventos que deram às ondas minhas, tamanho e força
Que ao tê-la por mais uma vez, saiba cativar o seu ficar,
e que não mudem as direções os ventos que uivam como fantasmas
hoje na janela do quarto que te escrevo, ao relê-la.
Caminho nos bosques decorados de suas palavras.
Quisera montar meu mundo, quisera dar-me o labirinto
de sua essência?!
Sei que na mata condensada de você, adentrei,
entrelassado às raizes que caem de cima, como cipós,
braços de sua linguística que me amarram...
Preso na mística de seus devaneios e desejos,
encapuzados das verdades que esconde.
E como outrora... surge e some... se vai como brisa,
após ter sido tempestade em minha terra...
E que o mar guarde sua fúria, que os céus resguardem
os ventos que deram às ondas minhas, tamanho e força
Que ao tê-la por mais uma vez, saiba cativar o seu ficar,
e que não mudem as direções os ventos que uivam como fantasmas
hoje na janela do quarto que te escrevo, ao relê-la.
Sem sentido
Eu já escrevi um milhão de poemas
E a mim nunca dei sequer uma linha escrita,
Já me fiz em rima, para tirar-lhe sorrisos
Quiçá fingidos, quiçá risos!
Sou de mim presente ermo
Avesso do todo conjugado em tempo meu
Ah que ironia escrever-lhe em mim
E desmorono todos os prantos
Esses sim, lágrimas, o sal desperdiçado
Ninguém lhe nega a verdade
Cristal leve de alma dura
E que caiba em sua visão
Um olhar meu, acentuado de passado
Uma busca minha de presença, em presente
E que eu lhe permita
Ser por hora,
Ou por hoje, somente agora
Trechos de texto, faces de poema
Palavras de lápide
Onde lê-se, mim
De mim mesmo
Já se fizera sentido em não tê-lo
Por razão
E a mim nunca dei sequer uma linha escrita,
Já me fiz em rima, para tirar-lhe sorrisos
Quiçá fingidos, quiçá risos!
Sou de mim presente ermo
Avesso do todo conjugado em tempo meu
Ah que ironia escrever-lhe em mim
E desmorono todos os prantos
Esses sim, lágrimas, o sal desperdiçado
Ninguém lhe nega a verdade
Cristal leve de alma dura
E que caiba em sua visão
Um olhar meu, acentuado de passado
Uma busca minha de presença, em presente
E que eu lhe permita
Ser por hora,
Ou por hoje, somente agora
Trechos de texto, faces de poema
Palavras de lápide
Onde lê-se, mim
De mim mesmo
Já se fizera sentido em não tê-lo
Por razão
Já faz tempo
E já nem faz tanto tempo assim
E já faz tanto tempo
Tempo que não a vejo
Tempo que condenso tal saudade
Já se faz saudade, desse tempo
Que mata o tempo em verdade
Quando juntos, matamos a saudade
Em tempos vorazes
Faz mesmo tempo, amor
Que o amor faz o tempo
E a saudade que hoje persiste
É do tempo que outrora presente
Um dia escrevo sem medo dos erros
Palavras de quem te espera
Em fim de dias comuns, em dias vindouros
De quem jubila-se com a voz, com a forma, com os nós
Ah que saudade, da voz
da palavra, dos nós...
Do tempo que constrói a saudade
de amanhã.
E já faz tanto tempo
Tempo que não a vejo
Tempo que condenso tal saudade
Já se faz saudade, desse tempo
Que mata o tempo em verdade
Quando juntos, matamos a saudade
Em tempos vorazes
Faz mesmo tempo, amor
Que o amor faz o tempo
E a saudade que hoje persiste
É do tempo que outrora presente
Um dia escrevo sem medo dos erros
Palavras de quem te espera
Em fim de dias comuns, em dias vindouros
De quem jubila-se com a voz, com a forma, com os nós
Ah que saudade, da voz
da palavra, dos nós...
Do tempo que constrói a saudade
de amanhã.
Febril de escrita
toma-me um desejo louco,
compulsivo pelas letras,
preciso alimentar-me de pele,
pelas linhas que hão de vir...
preciso de uma testemunha da minha paixão
preciso de um sonho quase em vão,
mas preciso...
desse punhal literário
que degola minha sã sabedoria
e me coloca no chão entre seus pés
como um apaixonado exagerado!
compulsivo pelas letras,
preciso alimentar-me de pele,
pelas linhas que hão de vir...
preciso de uma testemunha da minha paixão
preciso de um sonho quase em vão,
mas preciso...
desse punhal literário
que degola minha sã sabedoria
e me coloca no chão entre seus pés
como um apaixonado exagerado!
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