17.3.09

Eu não sei ao certo, ainda que eu acredite

Eu não sei ao certo se tive outra vida, ainda que eu acredite.

Eu não sei, nem ao menos, se o amor que sinto é honesto a mim,
ou a quem amo, ainda que o sinta.

Não sei se o que escrevo é poesia,
ou síntese de alguns guardados que levo numa mala de carne e osso,
ainda que acredite e seja sincera.

Não sei se tudo o que desejo e sonho serão verdades convertidas assim,
para esse substantivo em real, mas por tê-los comigo já o são, acredito.

E você que a muito não vejo, e a saudade presa a sua solitária,
queima as cartas que não me escreve,
em revolta a mim como dono deste edifício de lembranças.

Acredite, lembro de você na fumaça que me sufoca.

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