17.3.09

Silêncio

Se há vida, por que tanto silêncio?
A tua voz tem vida própria, e me visita sempre

Ainda, que por último, seja teu silêncio berrante.

Ah tua voz, guardada em lábios tortos, brinquedos de menina!
Ah tuas mãos, segurança de amigos, rédias de turbilhão!
Ah tua alma, sem vista, cega, justa, límpida e clara!

Ah!

Me falta, e faltarão sempre, todas as palavras que tu ferves
A cada tempo de reclusão.
Mas jamais, esquecerei, as tuas escritas, tua doação toda
De febre e inspiração.

Que um dia ousei compor!

2 comentários:

  1. Ah mulher imaginada, sonhada, pensada...
    Tornada carne em tí!

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